segunda-feira, 27 de maio de 2013

Menino de rua

Menino de rua

Estava ali tão só,
rodeado por gente,
tu eras um bicho,
um resto de gente.

Aprisionado em dores,
eras alvo inocente,
tu eras uma vítima,
da sociedade demente.

Eras um anjo coitado,
ninguém compreendia,
tu eras ser nocivo,
e mal nenhum fazia.

Jogado ao leu muito cedo,
com frio e fome sofria,
tu eras a escória infeliz,
que ninguém reconhecia.

Tua imagem, tristeza,
revelava muita dor,
tu eras mais uma vida,
que sem vida ficou.

___- Bárbara Melo

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